Oficina – A Paixão segundo Bach e Elomar

COLÓQUIO: A PAIXÃO SEGUNDO BACH E ELOMAR

11, 12 e 13 de março de 2008 das 14h às 18h

Sala Multiuso do Museu Victor Meirelles

CRISTO, Século XVIII, madeira policromada Peça sem procedência determinada, recuperada pela Polícia Civil Mineira em 1998 (sob guarda do IEPHA/MG)

CRISTO, Século XVIII, madeira policromada. Peça sem procedência determinada, recuperada pela Polícia Civil Mineira em 1998 (sob guarda do IEPHA/MG).

Apresentação

A palavra paixão é usada em vários sentidos: entusiasmo, furor incontrolável, sentimento de amor intenso capaz de ofuscar a razão, peça teatral cantada, o martírio e sofrimento de Jesus Cristo. De onde vem essa variedade de significados? Neste colóquio pretende-se, em um primeiro momento, analisar os conceitos de paixão e os termos que lhes são correlatos, buscando mostrar os momentos-chave em que este vocabulário foi construído na cultura ocidental, a partir da matriz greco-romana e da matriz cristã, tendo como fio condutor a simbologia do padecimento de Orfeu e Jesus Cristo. Em um segundo momento, nos concentraremos na estética relativa ao sofrimento e sacrifício e discutiremos a representação da paixão cristã nas obras de Bach e Elomar, por meio da análise da primeira parte da Paixão Segundo São João, de Bach, e de algumas peças do cancioneiro elomariano, que mostra, na travessia dos retirantes pelo sertão, a tragicidade do sofrimento humano como epifania do padecimento divino.

Johann Sebastian Bach / Elomar Figueira Mello

Johann Sebastian Bach / Elomar Figueira Mello

Programa:

11 de março
Paixão – dos nomes e sentimentos
A passio (latina) e a pathe (grega). Razão e paixão no drama grego. Retórica e teoria da emoção. Mito e música: Apolo, Dioniso, Orfeu. Teofanias, catábases e a busca de harmonia. Padecer e ser movido como índice de imperfeição ontológica. Estética da dor e do sacrifício.

12 de março
Bach – racionalidade e sublimação da dor
Os autos medievais e a origem do oratório. Afetos e sentimentos. Considerações sobre as Paixões Segundo Mateus e João. Música e palavra no barroco. Bach e questão da harmonia e do ritmo. Uma análise da primeira parte da Paixão Segundo São João, de Bach.

13 de março
Elomar – oralidade e memória da dor
Reminiscências medievais no sertão nordestino. Auto da Catingueira e Cartas Catingueiras: o cenário, o elemento musical, o padecimento dos personagens e sua sublimação pelo canto do poeta. Canção, oralidade e memória.

Sobre as palestrantes:

Márcia Ramos de Oliveira
Doutorou-se em História, com tese sobre Lupicínio Rodrigues, na UFRGS, onde também fez mestrado e graduação na mesma área. Coordena o Laboratório de Imagem e Som (LIS) e Núcleo de Estudos Históricos (NEH)/UDESC, onde leciona nas áreas de História Antiga e Medieval, História Cultural e Canção. Coordenou, em 2004, o projeto A História no Teatro: uma proposta de Arte-educação, que culminou com a peça Recortes medievais: o amor como subtítulo. Foi Secretária-adjunta da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos/SUL (biênio 2004-2005). Atualmente, pesquisa na área de oralidade e canção, música popular brasileira, memória e mídia – com ênfase nos registros sonoros e na radiodifusão.

Maria Cecília de Miranda N. Coelho
Doutorou-se em Língua e Literatura Gregas, na USP e Brown University/EUA, com tese sobre filosofia, retórica e drama gregos. É mestre em Filosofia, pela USP, e graduada em Matemática e Filosofia, pela UnB. Em Florianópolis foi professora de filosofia na UDESC, onde coordenou o Grupo Gregos e Baianos e o Projeto Filocinema – um olhar sobre a Grécia Clássica, e atuou como Secretária da Regional Sul da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos/SUL nos biênios 2004-2005 e 2006-2007. Atualmente trabalha no Projeto de Ensino de Língua Grega Antiga on line, na COGEAE-PUCSP, e pesquisa na área de teoria das emoções e retórica.

Silvana Mariani Hueblin
Formou-se em violão clássico no Conservatório de Schaffhausen, na Suíça. Estagiou como bolsista do Programa Bolsa Virtuose do Ministério da Cultura no Instituto Jaques-Dalcroze, em Genebra. Licenciada em Música, pela UDESC, é autora do método de violão O equilibrista das seis cordas (Ed. Musimed & UFPR), resultado de sua experiência como professora de violão para crianças, na rede de escolas públicas na Suíça no Brasil, e como criadora de um curso de musicalização infantil através do violão, no Conservatório de MPB, em Curitiba. Atualmente estuda cinema e música, tendo dirigido o documentário sobre o violinista catalão Luis Soler.

Pré-inscrição até 07 de março de 2008

O colóquio é gratuito e serão oferecidas 40 vagas para esta oficina, priorizando a presença de profissionais e estudantes das áreas de música, história e filosofia. Será dado um certificado de participação mediante 100% de freqüência (12 horas/aula).

Interessados em participar devem encaminhar seu pedido de inscrição com os dados abaixo para museu.victor.meirelles@iphan.gov.br. O resultado da seleção será divulgado por e-mail, até o dia 20 de fevereiro.

1. Nome Completo:
2. Telefone:
3. Email:
4. Formação:
5. Área de atuação profissional:
6. Instituição:
7. Como fica sabendo das atividades promovidas pelo Museu?
8. É membro da Associação de Amigos do Museu Victor Meirelles?

Informamos que os inscritos que tiverem seu pedido de inscrição deferido e não comparecerem à oficina sem aviso prévio terão sua inscrição negada para a próxima oficina oferecida pelo museu.

O quê: Oficina – A Paixão segundo Bach e Elomar
Onde: Museu Victor Meirelles (Sala Multiuso)
Quando: 11, 12 e 13 de março de 2008 das 14h às 18h
Quanto: Gratuito

 

 

 

 

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