Amplificador de Idéias: um encontro com a pesquisa

com Deborah Alice Bruel Gemin

amplificador_med_deborabruelDia 16 de outubro de 2009
Sala Multiuso do Museu Victor Meirelles
das 14h às 16h

O Amplificador de Idéias do Museu Victor Meirelles é o canal para a divulgação das pesquisas na área das artes, da educação, da memória e do patrimônio. Na sua terceira edição, Deborah Alice Bruel Gemin apresentará a dissertação intitulada “Caetano de Almeida: injunções da alegoria na Arte Contemporânea”, defendida em 2008 na Universidade Estadual de Santa Catarina, sob orientação da professora Rosangela Miranda Cherem.

Resumo da dissertação:
O reaparecimento do debate sobre a alegoria na arte contemporânea pode ser encarado como retorno de uma questão recalcada, que embora já anunciada por Walter Benjamin, desde então pouco avançou. Neste sentido, a produção artística de Caetano de Almeida, colocada em diálogo com trabalhos de outros artistas e textos teóricos, permite que se retome uma problemática pertinente à História, Teoria e Crítica de arte, atualizando-a, especialmente no que se refere à natureza da imagem e sua relação com a temporalidade. No sentido mais convencional, uma definição de alegoria advém tanto da filosofia de Platão como da literatura, sendo considerada como uma figura de linguagem onde é possível dizer uma coisa através da outra. Na arte, trata-se de uma noção, atributo ou possibilidade da obra dizer outra coisa para além dela mesma, ou seja, a alegoria comparece como recurso destinado a ultrapassar o que apresenta como mais visível ou imediato. Problematizar este conceito para além de uma mera definição, constitui-se num modo de abordar a imagem artística não somente como aquilo que é olhado, mas também como algo que olha e faz pensar para além de sua visibilidade evidente. Trata-se menos de propor axiomas e mais de discutir suas reverberações e rebatimentos, especialmente considerando três aspectos: a anacronia, a duplicação e a visualidade. O primeiro discute a montagem como procedimento presente nos trabalhos da série Mundo Plano, considerando as ações de fragmentação e justaposição, bem como possibilitando a ressignificação e constituição de uma cartografia anacrônica da história da pintura moderna. O segundo aspecto propõe a duplicação como uma operação que revela a diferença presente nas séries As Madames e Exposição de Quadros, sendo que ambas têm como ponto de partida a apropriação de imagens da história da arte, as quais afirmando a reduplicação colocam em xeque os princípios valorativos da originalidade contrapostos aos da repetição como diferença. No último aspecto, discute-se a carne da pintura, ou seja, a própria constituição da visualidade artística como uma alegoria. Têm-se então os vestígios da busca do artista desvelada sob a superfície pictórica, questão presente na exposição Borda, assim como nos trabalhos de Adriana Varejão, Nuno Ramos e Dudi Maia Rosa. Estes três aspectos permitem considerar que a obra fala nos seus próprios termos, sendo portanto, criação de um mundo que aponta sempre em duas direções, onde a alegoria possibilita a fala, tanto para um dentro a partir de um fora, como de um interior lançado para além de seus limites.

Sobre a pesquisadora:
Deborah Alice Bruel Gemin (artista visual e professora universitária). Mestre em Artes Visuais pela UDESC – Florianópolis, com formação em Pintura pela EMBAP – Curitiba, atualmente professora colaboradora na graduação da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Foi também professora colaboradora do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Paraná. Atuando com ênfase nas seguintes linguagens: pintura, fotografia, desenho; e áreas: arte contemporânea, alegoria, montagem e apropriação. Participou de diversas exposições, entre elas Sonho, 2009, Estreita Galeria, Curitiba PR; Space box, 2009, Universidade de Michigan, EUA; Contracampo, 2008, em parceria com Marisa Weber, SESC da Esquina, Curitiba PR; Objetos em Plano, 2008, em parceria com Marisa Weber, Casa Andrade Muricy, Curitiba PR; Space box, 2008, CEART/UDESC.

A entrada é livre e gratuita, respeitando a capacidade máxima da sala de 50 pessoas. O público-alvo são estudantes, artistas, professores, entre outros interessados. O certificado será emitido ao final de cada semestre (serão 4 encontros por semestre) para aqueles que possuírem 75% de frequência no total das atividades.

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O quê: “Amplificador de ideias: um encontro com a pesquisa”, com Deborah Alice Bruel Gemin.
Onde: Sala multiuso do Museu Victor Meirelles.
Quando: 16 de outubro das 14h às 16h, carga horária de 02h/a (certificados serão emitidos ao final do semestre para aqueles obtiverem 75% de freqüência na programação do “Amplificador de ideias: um encontro com a pesquisa”).
Quanto: Gratuita.

 

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