Projeto Cadernos de Desenho: Oficinas com Ana Lúcia Vilela e Diego Rayck

Cadernos de Desenho

Oficina prática “Esse desenho não é meu”, com Diego Rayck

Oficina teórica “Desenho contemporâneo ou o avesso do projeto”, com Ana Lucia Vilela

“Lição de desenho”, Diego Rayck, 2009, nanquim sobre papel

“Lição de desenho”, Diego Rayck, 2009, nanquim sobre papel

Dias 6, 7 e 8 de dezembro de 2010
Sala Multiuso do Museu Victor Meirelles

O projeto Cadernos de Desenho em parceria com a Agenda Cultural do Museu Victor Meirelles promoverá nos dias 6, 7 e 8 de dezembro a oficina teórica “Desenho contemporâneo ou o avesso do projeto”, com Ana Lucia Vilela, e a oficina prática “Esse não é meu desenho”, com Diego Rayck.

O projeto Cadernos de Desenho foi realizado por meio do Edital Elisabete Anderle da Fundação Catarinense de Cultura e aborda o desenho contemporâneo a partir do processo de pesquisa sobre a produção dos artistas Carlos Asp, Fernando Lindote, Julia Amaral, José Antônio Lacerda, Raquel Stolf e Yiftah Peled. A primeira etapa consistiu numa exposição itinerante realizada ao longo de 2010 no Memorial Meyer Filho, em Florianópolis, na Galeria de Arte da Fundação Cultural de Criciúma, no Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, e na Galeria Municipal de Arte Victor Kursancew, da Fundação Cultural de Joinville.

Oficina 01 – Desenho contemporâneo ou o avesso do projeto, com Ana Lucia Vilela
6 de dezembro, das 9 às 13h (40 vagas)

Ementa:
Desde que há indústria, há projeto; desde que há projeto, o contorno é o destino das linhas: é necessário para que o projeto projete-se em realidade que haja uma conversibilidade precisa entre o desenho e a realidade a ser construída. Assim a necessidade das escalas, proporções, do desenho geométrico, do rebatimento dos planos; ou seja: um conjunto de técnicas que visa assegurar que o projeto seja exequível. Nas instruções que acompanham os produtos, a finalidade do desenho é próxima a do projeto, mas não totalmente. Deve-se assegurar que o gesto humano seja controlado de modo a garantir a precisão na montagem do produto e seu correto funcionamento. O desenho dirige o gesto, confina a ação à montagem, faz do homem engrenagem da máquina. Mas, como nos bordados, onde vemos crescer, no lado direito, legibilidade, clareza e forma, no avesso vemos crescer confusão, emaranhamento e indiscernibilidade. Esse curso visa pensar o desenho contemporâneo como este lado avesso do desenho de projeto e de instrução.

Sobre a ministrante:
Ana Lucia Vilela 
é doutoranda (na corda bamba) do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina. Mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem gosto por fazer curadorias: a mais legal entre elas foi Spam – Mostra de intervenção Urbana. Já organizou um livro: Encantos da imagem Estâncias para a prática historiográfica, juntamente com Maria Bernardete Ramos Flores. Vive com uma crise em relação ao papel da crítica de arte – que pratica frequentemente – e faz questão de mantê-la viva. Gosta do termo “escritas d’arte” para textos que escreve sobre arte. Foi convidada a participar do Projeto Cadernos de Desenho por Aline Dias a atua neste projeto como pesquisadora e curadora, juntamente com a própria Aline e Julia Amaral. É co-editora orgulhosa da revista Bolor que teve seu primeiro número lançado neste ano. É muito esquecida e cultiva dúvidas

Oficina 02 – Esse desenho não é meu, com Diego Rayck
7 e 8 de dezembro, das 9 às 12h (20 vagas)

Ementa: 
Quem desenha o faz a partir de possibilidades já exploradas anteriormente e que continuam gerando e insinuando novas investigações. A prática do desenho contemporâneo envolve fragmentos, diversos recursos e referências gráficas que se reorganizam e interpenetram continuamente. Esta oficina propõe exercícios que buscam evidenciar e refletir sobre estas situações, concentrando-se na citação como operação chave do desenho, em sua dimensão experimental.

Observação: a oficina é prática, voltada para pessoas que já tenham contato com o desenho (artistas, estudantes e profissionais da área) e requer que os participantes tragam o material de desenho com que trabalham em sua prática.

Sobre o ministrante:
Diego Rayck
 é artista, Mestre em Processos Artísticos Contemporâneos e Bacharel em Pintura e Gravura pelo Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina. É professor colaborador das disciplinas de desenho, processos gráficos e multimeios na mesma instituição, desde 2004. Como artista, participou de exposições em instituições como Museu de Arte Contemporânea Luiz Henrique Schwanke, Joinville, SC; Museu Victor Meirelles, Arquipélago Centro Cultural, Florianópolis, SC e Museu de Arte de Santa Catarina. Em 2006 participou do Prêmio Projéteis Funarte de Arte Contemporânea, Palácio Gustavo Capanema, Funarte, Rio de Janeiro, RJ. Atua como ilustrador e designer gráfico. Sua pesquisa artística envolve uma investigação sobre a relação entre desenho e arquitetura. Seu trabalho opera através de intervenções pontuais e especificas no espaço institucional, levando em consideração as implicações contextuais e perceptivas do lugar. O desenho ocupa um lugar privilegiado na produção do artista, revelando as tensões entre a observação e a ficção inerente ao processo de representação.

Todas as oficinas são gratuitas e as inscrições serão realizadas presencialmente antes do início das atividades, respeitando-se o limite de vagas por atividade.

Deixe seu comentário

COMENTÁRIO
  1. Captcha
 

cforms contact form by delicious:days