Exibição do Documentário ASP.Doc

ASP.DOC - documentário sobre o artista Carlos Asp 

Contemplado pelo V Prêmio Funcine de Produção Audiovisual “Armando Carreirão”, o documentário é a primeira realização audio-visual da Corpo Editorial (Aline Dias, Ana Lucia Vilela, Julia Amaral) e contou com a colaboração de Diego Rayck e Diego Canarin, edição de Rodrigo Amboni e edição de som de Rodrigo Poeta.

O filme foi produzido em Florianópolis entre 2010 e 2011 e incluiu também imagens captadas em 2004, por ocasião da mostra Carlos Asp, no Museu Victor Meirelles.

O fio condutor do documentário é a fala do próprio artista que, numa narrativa fluida e envolvente, conta sobre sua trajetória, seu processo de trabalho, reflexões sobre desenho, paisagem e algumas de suas experiências de vida. Esta narrativa de áudio é costurada com tomadas de lugares, objetos e obras que são atravessados pelo Asp, incluido imagens captadas em super 8 na praia do matadeiro.

Trata-se de uma via poética e afetuosa de aproximação ao universo do artista, cujo trabalho está imbricado em seu cotidiano.

As realizadoras possuem formação na área de artes visuais e optaram por assumir sua relação de amizade e afeto com o artista, explorando a proximidade e cumplicidade com o artista na construção do filme. Foi uma opção para reconhecer e compartilhar a complexidade e riqueza de uma prática artística tão singular e também uma tentativa de burlar o formato demasiadamente formal que poderia ter o filme, além de problematizar a suposta ‘imparcialidade’ de um documentário, explorando o modo como o sujeito/objeto atua na construção das imagens.

Sobre o artista: 

Carlos Asp, nascido em Porto Alegre, em 1949, vive e trabalha em Florianópolis, desde a década de 70. Sua longa e densa trajetória no campo das artes visuais iniciou-se na década de 60/70, com participação no Jovem Arte Contemporânea, projeto pioneiro com ênfase na arte conceitual realizado pelo MAC-USP no período. Também atuou como professor no Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (CEART-UDESC) e na Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

Com um percurso marcado por escolhas muito particulares, Asp vem expondo seu trabalho em exposições marcantes na história recente da arte brasileira, como o Salão Nacional de Artes Plásticas promovido pela Funarte nos anos 80, Grupo Nervo Óptico, na década de 70, em Porto Alegre, e na última década realizou mostra individual no Museu Victor Meirelles, Fundação Cultural Badesc, SESC-SC e Centro Universitário Maria Antônia, em São Paulo, entre outros.

A pesquisa artística de Carlos Asp se desenvolve de forma especial a partir do desenho, explorando campos de cor, planos, recortes e suportes variados. O artista também trabalha com a relação entre desenho e palavra. Seu vocabulário atual inclui suportes apropriados do uso cotidiano: bulas, caixas e embalagens de papelão desdobradas, planificadas e desenhadas pelo avesso. Do desenho industrial desdobrado que constituía o volume vazio das caixas, Asp articula o desenho do suporte e sobre o suporte, criando campos de cor, densos traçados e preenchimentos.

Pesquisar o trabalho deste artista implica necessariamente uma reflexão sobre o seu processo de criação, que se desdobra em instalações, trajetos cotidianos, observações do mundo e infinitas anotações em seus desenhos.

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