Naná Ribeiro – “Colagem”

O LARANJA, O PRETO E O BRANCO NA ARTE MAIOR, ABSTRATA, DE NANÁ RIBEIRO

Sem Título, Naná Ribeiro, 2001, Rio de Janeiro/RJ, colagem sobre papel, 45,2 x 60,1 cm

Sem Título, Naná Ribeiro

Por abstracionismo consideramos o que, atualmente, se faz em termos de revolução artística, qual seja o não figurativo, a arte chamada concreta.

Na realidade, o que vemos, hoje é uma produção artística totalmente nova, com a intenção de exaltar a pujança das cores e o impulso lírico que delas emana. O material plástico, os ritmos, as tonalidades lisas. Em suma, a criação plástica em seu sentido mais puro, verdadeiramente primário, isto entendido como caráter inicial. Com efeito, são obras construídas como poemas virginais, concebidas como arquiteturas grandiosas, as quais, ora se combinam em efervescentes florações, ora,  fruto de rigorosas impetuosidades de cor e composição. Tudo criação plástica em seu estado mais puro.

As primícias dessa idéia plástica estão no ar e ganharam corpo através da concepção de artistas como Delaunay, Kupka, Picabia e Kandinsky, para citar, apenas, uns poucos precessores que afirmaram a abstração como doutrina expressa.

Na criação artística de Naná  Ribeiro podemos sentir o que pode haver de necessidade  orgânica e vital nessa manifestação plástica, consequência de um impulso vital e que o exalta de maneira surpreendente.

Na realidade, o que vemos na produção dessa jovem artista é a deslumbrante explosão cromática, tão plena e de uma rica e ressonante nobreza. Muitas vezes, diante de uma obra abstrata, poder-se-á perguntar: o que representa isso? A resposta a essa indagação está no fato de que na obra em questão, para lá de toda a representação, há, sem dúvida, uma presença, uma luminosa e empolgante precisão, fervorosa e convincente. Uma realidade nova, profunda, uma verdadeira diferente e, indubitavelmente, inscrita no panorama de nosso tempo.

Sem dúvida, ela não esgota todas as características que fazem desta concepção artística uma ruptura completa com o passado e a transforma em nova visualidade e, também, não necessariamente limitada.

Alcídio Mafra de Souza, Rio de Janeiro/março de 2001

 

Visitações:

Exposição aberta de 25 de abril a 24 de junho  de 2001.

Horários:

Aberto de terça a sexta-feira, das 10h às 18h.
Sábados das 10h às 14h.

Informações:

(48) 3222-0692
museuvictormeirelles.museus.gov.br
mvm@museus.gov.br

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