Hélio Fervenza – “Primeiras Apresentações e Pontuações Recentes”

Vista da exposição

Vista da exposição

Quando o Museu Victor Meirelles convidou-me para expor individualmente as xilogravuras que realizei entre 1987 e 1990, período em que vivi em Estrasburgo na França, a pergunta que me veio em seguida foi: por que mostrar trabalhos realizados há mais de quinze anos atrás, quando o que faço hoje parece ser tão diferente desse período?
A possibilidade aberta pelo convite foi muito estimulante e instigou-me ao exercício da memória e do pensamento. Primeiro, por que essas gravuras nunca haviam sido expostas em conjunto e em número significativo, apesar de ter trabalhado nelas durante anos. Segundo, por que a partir desses trabalhos especificamente, surgiram noções fundamentais no desenvolvimento de minha produção artística posterior, como as noções de vazio e cheio, de recorte, de intervalo, de apresentação, de inter-relação, de indeterminação… No atual contexto então, isto permite um olhar sobre o andamento e o percurso artístico, sobre certos gestos e propostas, sobre os sentidos que damos às coisas que fazemos e como eles se desenvolvem no tempo.
Em consequência, decidi também realizar um diálogo com a produção recente. Junto com as gravuras, serão realizadas interferências no espaço expositivo utilizando vírgulas recortadas em vinil adesivo, as quais derivam também de experiências gráficas e reenviam a instalações mais recentes como, por exemplo, Coleção de vazios e alguns intervalos prolongados realizada em 2004 para a exposição Cinco+Sete em Belo Horizonte.

Hélio Fervenza

 

Sobre o artista:


Hélio Fervenza nasceu em Sant’Ana do Livramento – RS, 1963. Vive e trabalha em Porto Alegre. Concluiu doutorado em Artes Plásticas na Université de Paris I Panthéon-Sorbonne em 1995. É professor do Instituto de Artes da UFRGS e pesquisador do CNPq. Suas atividades artísticas utilizam diversos meios onde noções como as de apresentação ou vazio são recorrentes. Realiza exposições individuais e coletivas em diferentes países desde 1983. Desenvolve atividades junto ao programa FPES – Perdidos no Espaço e ao Projeto Areal. Autor do livro O + é deserto, Escrituras Editora, São Paulo, 2003.

Visitações:

Exposição aberta de 17 de agosto a 16 de outubro de 2005.

Horários:

Aberto de terça a sexta-feira, das 10h às 18h.
Sábados das 10h às 14h.

Informações:

(48) 3222-0692
museuvictormeirelles.museus.gov.br
mvm@museus.gov.br

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