Leonilson – “Deserto”

O Museu Victor Meirelles promove, no dia 11 de outubro, quarta-feira, às 19h, a abertura da exposição “Deserto”, do artista Leonilson. Antes da abertura, às 17h30min, haverá um encontro com o curador, no qual Ricardo Resende irá conversar com o público sobre a trajetória do artista e a importância do Projeto Leonilson para a divulgação e pesquisa da obra do artista.

"Espadinha", Leonilson, s/d, São Paulo/SP, Bronze fundido, 14,5 x 8,2 x 1,5 cm

“Espadinha”, Leonilson

A exposição traz, pela primeira vez a Santa Catarina, uma série de obras de Leonilson, presença marcante no país na década de 80, incluindo diversas linguagens como desenho, pintura, bordado, escultura e gravura.

O bordado “Deserto”, de 1991, que intitula a mostra, é um pedaço de tecido fino e translúcido na cor de um forte alaranjado. Ricardo Resende, em seu texto de apresentação da mostra, aponta a noção de deserto, definido como um lugar sem paredes, mas ainda de clausura, para pensar a obra de Leonilson. Ricardo comenta ainda a influência do pensamento do semiólogo francês Roland Barthes, com o livro inspirador do tema da Bienal de São Paulo de 2006, “Como viver junto”, como possibilidade de se pensar a arte contemporânea e “comentar” as escolhas de trabalhos do artista plástico Leonilson, feitas para a esta exposição no Museu Victor Meirelles, em Florianópolis. (leia o texto completo de Ricardo Resende)

No encontro “O ‘José’ e o Projeto Leonilson”, Ricardo Resende pretende traçar um histórico do artista e abordar a forma como o Projeto Leonilson vem trabalhando para a permanência, circulação e valorização da obra de Leonilson. O projeto promove hoje uma importante política de divulgação, através do empréstimo de obras para exposições no Brasil e no exterior, doações ou mesmo facilitando a aquisição de obras por instituições museológicas brasileiras e internacionais. Estratégias fundamentais para a permanência do seu legado.

Vista da exposição

Vista da exposição

A exposição poderá ser visitada até o dia 07 de dezembro de 2006.

Sobre o curador:

Ricardo Resende, Mestre em História da Arte pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), tem carreira centrada na área museológica. Trabalhou de1988 a2002, entre o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Desde 1996, coordena o Projeto Leonilson. Em março de 2005, assumiu o cargo de diretor do Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura.

Sobre o artista:

José Leonilson, ou simplesmente Zé, Léo ou Leó, dependendo do grau de familiaridade daqueles que conviveram com ele, nasceu em Fortaleza, em 1957, e mudou-se para São Paulo ainda pequeno. Logo cedo começou a demonstrar o seu interesse pela arte. Passou pela escola Panamericana de Arte e depois entrou no curso de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado, saindo sem terminá-lo para se tornar um dos grandes expoentes da arte brasileira contemporânea com uma obra contundente, expondo como nem um outro, os dramas e as angústias do homem contemporâneo por meio de uma produção autobiográfica. O artista morre em 1993.

Sobre o Projeto Leonilson, parceiro do Museu Victor Meirelles na realização desta exposição:

O Projeto Leonilson foi criado por um grupo formado por familiares do artista e amigos. Começou a funcionar informalmente com a finalidade de pesquisar, catalogar e divulgar a obra, visando a realização de um catálogo geral de sua produção artística. Em 1995 passou a ser oficial e é o responsável, em parte, pela visibilidade da obra. O Projeto Leonilson vem desenvolvendo um trabalho fundamental para a permanência, circulação e valorização mercadológica da obra de Leonilson.

Visitações:

Exposição aberta de 11 de outubro a 07 de dezembro  de 2006.

Horários:

Aberto de terça a sexta-feira, das 10h às 18h.
Sábados das 10h às 14h.

Informações:

(48) 3222-0692
museuvictormeirelles.museus.gov.br
mvm@museus.gov.br

 

 

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