Dudi Maia Rosa

"Amo a regra que corrige", Dudi Maia Rosa, 1998, São Paulo/SP, gravura em metal, 39 x 47 cm

“Amo a regra que corrige”, Dudi Maia Rosa

Rafael Maia Rosa (São Paulo SP 1946). Pintor, desenhista, professor. Estuda gravura comTrindade Leal (1927) na Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, em São Paulo, em 1966. O artista interessa-se inicialmente pela aquarela e pela cerâmica, voltando-se posteriormente à pintura. Realiza sua primeira exposição individual em 1967, na Galeria Atrium. Em 1968, ingressa na Faculdade de Engenharia de Mogi das Cruzes e freqüenta o ateliê de Wesley Duke Lee (1931). Nos anos seguintes vive na Inglaterra. Retorna ao Brasil em 1972, e passa a freqüenta a Escola Brasil: inicialmente como aluno, tornando-se depois professor. Nas décadas de 1960 e 1970, realiza trabalhos que têm como tema a cidade de São Paulo, representada em cenários oníricos. Nos anos 1980, sua pintura adquire características tridimensionais, marcada por uma pintura gestual. O artista começa a realizar experiências com  resina sintética, que permite uma variação de transparências e tonalidades em suas obras. Em alguns trabalhos insere escritos, como citações bíblicas ou ainda figuras indefinidas, evanescentes.

Comentário Crítico

Dudi Maia Rosa estuda gravura na Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, em 1966. No início da década de 1970, dedica-se à gravura e aquarela, com orientação de Babinski (1931). Freqüenta a Escola Brasil:, entre 1971 e 1974, na qual, posteriormente, se torna professor. A partir da década de 1980, realiza pinturas ligadas à abstração, empregando suportes recortados em formas não usuais: triângulos ou semicírculos. Nessas telas explora os grafismos e as texturas, como ocorrem em Sim (1981).

Ele parte da investigação do suporte e passa a produzir obras nas quais emprega a cor e a transparência das superfícies, obtidas não mais por meio do pincel e da tela, mas pela exploração de outros materiais – o fiberglass (fibra de vidro), por exemplo. Nessas obras aprofunda as potencialidades expressivas dos novos materiais, como na série Portas (1986). E indica como referências para seu trabalho com fiberglass a produção dos artistas americanos Ron Davis (1937), Jasper Johns (1930) e também de Mark Rothko (1903 – 1970), este, em trabalhos mais recentes.

Na opinião do crítico Agnaldo Farias, Dudi Maia Rosa, após ter participado ativamente da Escola Brasil:, com trabalhos abstratos, tem uma trajetória que coincide com a de Cássio Michalany (1949) e Carlos Fajardo (1941) na crítica ao papel assumido pela pintura e escultura na figuração do mundo.

O artista emoldura certa área em madeira, que é preenchida com mantas de fibras de vidro, alternadas às resinas misturadas com pigmentos. As características do material empregado e a diferença de espessura das camadas resultam diversas formas de captação da luz. Desse modo, os trabalhos revelam diferentes transparências e tonalidades. Nessas obras, a luz e a cor agem fisicamente uma sobre a outra. Em vez de ser representações de acontecimentos do mundo, procuram ser elas mesmas fenômenos concretos.

Fonte: http://www.itaucultural.org.br/

 

Visitações:

Exposição aberta de 12 de dezembro a 17 de fevereiro de 2002 .

Horários:

Aberto de terça a sexta-feira, das 10h às 18h.
Sábados das 10h às 14h.

Informações:

(48) 3222-0692
museuvictormeirelles.museus.gov.br
mvm@museus.gov.br

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