Instituto Brasileiro de Museus
Museu Victor MeirellesCronologia
1832 – Nascimento do artista em Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis/SC, filho da catarinense Maria da Conceição Prazeres e do português Antônio Meirelles de Lima.
1845 – Inicia seus estudos de desenho com o engenheiro argentino Marciano Moreno, em Florianópolis.
1846 – Por iniciativa do Conselheiro Jerônimo Francisco Coelho, seus desenhos são submetidos à análise de Félix-Émile Taunay, diretor da Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
1847/1852 – Estudo na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
1849-1851 – Visita Nossa Senhora do Desterro e realiza diversas paisagens de sua cidade natal.
1852 – Vence o concurso promovido pela Academia Imperial de Belas Artes e ganha o Prêmio de Viagem à Europa com a tela São João Batista no Cárcere.
1853/1856 – Embarca para a Europa como pensionista da Academia Imperial de Belas Artes e fixa-se em Roma (Itália), onde inicia seus estudos com Tommaso Minardi e Nicola Consoni.
1854 – Inicia uma longa correspondência com o seu mestre, o pintor e historiador Manuel de Araújo Porto-Alegre, então diretor da Academia Imperial das Belas Artes.
1855 – Produz a obra Degolação de São João Batista na Itália.
1856/1861 – Tem seu pensionato prorrogado. Instala-se em Paris no final de 1856, onde vive até 1861.
1857 – Matrícula na École Impériale et Spéciale des Beaux-Arts de Paris, como aluno de Leon Cogniet (1794-1880).
1858/1861 – Realiza os estudos preparatórios e a tela Primeira Missa no Brasil, em Paris.
1859 – Participa da Exposição Geral de Belas Artes, com as obras Esboço para a Primeira Missa no Brasil, A bacante, Flagelação de Cristo, entre outras.
1861 – Primeira Missa no Brasil é exposta no Salão de Paris. É nomeado professor da seção de pintura da Academia Imperial de Belas Artes.
1861/1884 – Condecorado com os Graus de Cavaleiro da Ordem da Rosa (1861), com o Hábito da Ordem de Cristo (1864), Comendador (1872), Dignatário (1879) e Grande Dignatário (1884).
1861/1890 – Professor de pintura histórica e paisagem na Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro.
1862 – Expõe Primeira Missa no Brasil na Exposição Geral de Belas Artes.
1864 – Recebe o título de Cavaleiro da Ordem de Cristo. Realiza diversos retratos da família imperial, os esboços para Questão Christie e para Casamento da Princesa Isabel.
1865 – Participa da Exposição Geral de Belas Artes.
1866 – Realiza a tela Moema e a apresenta na Exposição Geral de Belas Artes.
1867 – Passa a integrar o quadro de professores do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro.
1868 – O então Ministro da Marinha, Afonso Celso de Assis Figueiredo encomenda duas obras alusivas à Guerra do Paraguai. O artista parte para a zona de conflito, onde executa, in loco, estudos para a composição das telas, realizando os esboços de Passagem de Humaitá e Combate Naval do Riachuelo.
1872 – Participa da Exposição Geral de Belas Artes com Combate Naval de Riachuelo e Passagem de Humaitá. É agraciado, juntamente a Pedro Américo (1843-1905), com o título honorífico de Comendador da Ordem da Rosa.
1872-75 – Realiza a pintura Juramento da Princesa Isabel.
1874-78 – Realiza a tela Batalha dos Guararapes, encomendada pelo então Ministro do Império João Alfredo Correia de Oliveira.
1876 – Participa da Exposição Universal de Filadélfia (EUA) com as obras Primeira Missa no Brasil, Passagem de Humaitá e Combate Naval de Riachuelo. Recebe o título de Comendador da Ordem de Cristo.
1878 – Constata, juntamente com a equipe da Pinacoteca da Academia Imperial, que a obra Combate Naval de Riachuelo está irremediavelmente perdida devido ao mau acondicionamento ao retornar da Exposição Universal da Filadélfia (EUA).
1879 – Apresenta, na Exposição Geral de Belas Artes, o quadro Batalha dos Guararapes, ao lado de Batalha do Avaí, de Pedro Américo, gerando intensa polêmica na imprensa e no público.
1881– Viaja para a França e vive em Paris.
1882 – Instala-se em um ateliê no Boulevard de Vaugirard, em Paris, e inicia a execução da segunda versão do Combate Naval de Riachuelo e diversos retratos por encomenda. Participa da Exposição Geral de Belas Artes no Liceu de Artes e Ofícios, promovida pela Sociedade Propagadora das Belas Artes e realizada no Rio de Janeiro.
1883 – Participa do Salon de Paris expondo a segunda versão do Combate Naval de Riachuelo.
1884 – Participa da Exposição Geral de Belas Artes, realizada no Rio de Janeiro, quando expõe a segunda versão do Combate Naval de Riachuelo.
1885 – É agraciado com o título honorífico de Grande Dignitário da Ordem da Rosa. Inicia juntamente com Henri Langerock uma série de estudos para a execução do Panorama da cidade do Rio de Janeiro (1885-1887).
1886 – Cria a empresa “Meirelles e Langerock”. Viajam para Ostende (Bélgica) para juntos realizarem o Panorama da cidade do Rio de Janeiro. Casa-se com Rosália Fraga.
1888 – Em Bruxelas (Bélgica), inaugura a exposição do Panorama da cidade do Rio de Janeiro numa rotunda.
1889 – Meirelles e Langerock participam da Exposição Universal, realizada em Paris, e recebem medalha de ouro pelo Panorama da cidade do Rio de Janeiro.
1890 – É jubilado do posto de professor da Escola Nacional de Belas Artes (antiga Academia Imperial de Belas Artes). Torna-se professor do Liceu de Artes e Ofícios no Rio de Janeiro.
1891 – Expõe o Panorama da cidade do Rio de Janeiro em uma rotunda especialmente construída no antigo Largo do Paço, atual Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro. O Panorama se perdeu e existem hoje apenas seis estudos em óleo.
1893 – Com Eduardo de Sá e Décio Villares tenta fundar, sem sucesso, uma Escola Livre de Belas Artes no Rio de Janeiro.
1896 – Na mesma rotunda, na Praça XV de Novembro, apresenta o panorama Entrada da esquadra legal no porto do Rio de Janeiro.
1898 – Na Bahia, faz esboços de um panorama comemorativo do Quarto Centenário do Descobrimento do Brasil. Realiza a tela Invocação à Virgem, que atualmente pertence ao acervo do Museu Victor Meirelles.
1900 – Expõe Invocação à Virgem (também conhecida como Invocação a Nossa Senhora do Carmo), sua última tela, na Exposição Artístico Industrial Fluminense no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Transfere a rotunda para outro local no centro Rio de Janeiro, onde inaugura o Panorama do Descobrimento do Brasil.
1902 – Faz a doação de seus panoramas para a União.
1903 – Morre aos 71 anos em um domingo de carnaval, dia 22 de fevereiro, no Rio de Janeiro. Rosália Meirelles de Lima doa o espólio do artista à Escola Nacional de Belas Artes (RJ). É realizada uma exposição póstuma na Escola Nacional de Belas Artes com obras do artista.
Após seu falecimento inúmeras exposições foram realizadas sobre sua trajetória artística. Diversas pesquisas foram publicadas em artigos, catálogos, monografias, dissertações, teses e livros sobre sua vida e/ou obra.
Referências:
Victor Meirelles, Rua João Pinto, antiga Rua Augusta, Florianópolis, SC, 1851, óleo sobre papel, 34,2×49,3cm.
Victor Meirelles, Primeira Missa no Brasil, 1860, óleo sobre tela, 268x356cm (detalhe)
Victor Meirelles, Estudo para “Batalha Dos Guararapes”, circa 1874/1878, óleo sobre tela, 54x100cm.
Victor Meirelles, Estudo para “Batalha dos Guararapes”, circa 1874/1878, grafite sobre papel, 18x27cm (detalhe)