Instituto Brasileiro de Museus
Museu Victor MeirellesExposição no Museu Victor Meirelles propõe leitura feminina da obra de Freud
O Museu Victor Meirelles (Ibram/MinC) inaugura, às 18h30min do dia 11 de fevereiro de 2026 (quarta-feira), a exposição In Familiar – Coletiva Desenho de Monstro (11ª edição/2026). Estarão presentes obras de artistas mulheres baseadas na leitura de O Infamiliar (1919), do psicanalista Sigmund Freud, abordando sentimentos e imagens que fazem parte do cotidiano, mas que também causam estranhamento, como medos, lembranças, sonhos e aspectos ocultos da experiência humana. O desenho e a figura do “monstro” são utilizados como elementos poéticos para provocar o olhar do público.
A edição atual tem curadoria de Adriana Mdos Santos, com colaboração de Betânia Silveira, Carmen Zaglul, Fernanda F Machado, Isabela M. Sielski, Marion de Martino, Mariah Flores, Marta Martins e Samantha N Hoffmann. A visitação é gratuita e ocorre de terça a sexta-feira, das 10 às 18h, e aos sábados, das 10 às 15h, exceto feriados, até 14 de março de 2026, reforçando a tradição do museu de valorizar o trabalho feminino no mês dedicado às mulheres.
Durante período de Carnaval, o horário de funcionamento será especial: das 10 às 16h nos dias 6 e 12 de fevereiro; o museu permanecerá fechado nos dias 13, 14, 15, 16 e 17 de fevereiro, e abrirá das 14 às 18h na Quarta-feira de Cinzas, dia 18 de fevereiro.
As artistas participantes:
Adriana Mdos Santos
Rio do Sul/SC
Artista visual. Vive e trabalha em Florianópolis, onde mantém o Ateliê Monstro. É doutora em Teatro pelo Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), com a tese Disability ou Samuel Beckett e a Pintura. Possui mestrado em Poéticas Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com a dissertação Luz e Escuridão nas Imagens Pictóricas da Loucura.
Em 2023 e 2024, atuou como curadora e artista da Coletiva Desenho de Monstro, realizando a 9ª edição na Fundação Cultural BADESC e a 10ª edição na Sala Lindolf Bell 1 do Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. Em 2023, apresentou a exposição individual Entre a Phantasis e Das Unheimliche, na Sala Lindolf Bell 2 do CIC.
Participou da coletiva DISNEXO, na Sala Lindolf Bell 1 do CIC. Em 2020, integrou a Mostra Virtual Florianópolis Anos 80, pela @GaleriaArteUnivali, e atuou como palestrante convidada no projeto Arte em Rede, com a fala Disability e Interlocução entre Monstros, do Grupo de Pesquisa Arte/Museu/Inclusão (UFPB).
Em 2019, organizou a coletiva Desenho de Monstro do Mar (7ª edição), na Think Art Tattoo Gallery, em Florianópolis, e teve obra selecionada para a 14ª Bienal Internacional de Curitiba – Polo SC, no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC). Em 2018, realizou a exposição individual Idiotes Malditos, na Tinturaria Galeria de Exposições, em Covilhã, Portugal.
Possui duas publicações como autora e uma como ilustradora. Publicou Disability (Editora Cultura & Barbárie, 2015) e Desenho de Monstro (Editora Miríade, 2014). Atuou como ilustradora do livro Beckett e a Escrita Existencial, de Mario Perniola (Editora Cultura & Barbárie, 2017).
Exerceu atividade docente nas universidades UDESC, UNOCHAPECÓ, UNOESC e IFSC entre 1992 e 2017.
Betânia Silveira
Belo Horizonte/MG
Vive e trabalha em Florianópolis desde 1991. Iniciou sua trajetória acadêmica com especialização em cerâmica, conciliando desde então a atuação como artista plástica. É mestre e doutora em Arte, com pesquisa voltada à cerâmica como mídia expressiva, campo de investigação matérica e poética.
Em 1995, realizou estudos em Cerâmica Design em curso orientado pela Universidade de Londres, em Rugby, Inglaterra. Sua prática profissional articula-se entre a produção artística, a docência e a pesquisa nas áreas da cerâmica, poéticas visuais e performance.
Em 2014, foi artista selecionada para integrar o I Ciclo de Exposições Individuais do Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), onde apresentou a exposição Tellus, resultado de sua pesquisa de doutorado. Em 2022, realizou exposição individual de cerâmica no Espaço Oficina do Centro Integrado de Cultura (CIC). Em 2023, foi selecionada para exposição individual na Galeria Ernesto Meyer Filho, da ALESC, e em 2025 para individual no Centro Cultural Veras, onde realiza a exposição O Oco da Mão, ambas em Florianópolis, SC. Possui diversas publicações na área das artes visuais, cerâmica e performance.
Carmen Zaglul
Líbano / Costa Rica / Brasil
Artista visual cuja obra investiga as noções de existência e inexistência, o corpo e os processos de construção da identidade. Sua pesquisa transita entre desenho, escrita, fotografia e instalação, articulando narrativas fragmentadas, figurações híbridas e estruturas simbólicas.
Ao longo de sua trajetória, desenvolve um trabalho atravessado por experiências de deslocamento, pertencimento e descontinuidade, com especial atenção ao feminino como campo simbólico e à relação entre imagem, linguagem e experiência sensível.
No Brasil, país onde reside atualmente, consolidou sua trajetória artística, realizando exposições, fundando sua empresa voltada à arte e ao conteúdo editorial empresarial e desenvolvendo projetos com a linguagem fotográfica, alguns deles vinculados à causa da água. Como diretora de arte, teve projetos premiados no Brasil.
Realizou duas exposições individuais e participou de diversas exposições coletivas no Brasil, México, Costa Rica e Argentina, incluindo mostras de fotografia.
Fernanda Fonseca Machado
Rio de Janeiro/RJ
Artista visual e professora de Artes Visuais. Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ) e possui formação em Ballet Clássico pela Royal Academy of Dance (Grade 5). É licenciada em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC/CEART) e pós-graduada em Psicologia Transpessoal pela Faculdade Madalena Sofia.
Participa de exposições coletivas no Brasil e no exterior. Atua como professora de pintura em seu ateliê (www.ateliepepo.com.br). Participou da coletiva Disnexo, na Sala Lindolf Bell do CIC (2023), e da Disnexo – Mar, na Galeria do Mercado Público, em Florianópolis (2024).
Isabela Sielski
Florianópolis/SC
Artista visual e professora. Sua produção concentra-se nas artes do barro, cerâmica, escultura, instalação e práticas colaborativas, articulando pesquisa material, processos coletivos e relação com o espaço público. É graduada em Educação Artística pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e doutora em Arte pela Universidade do País Vasco, na Espanha, onde desenvolveu a pesquisa La Escultura como Práctica y Límite, voltada à escultura como campo de experimentação conceitual e material.
Atuou como professora de Educação Artística e Artes Plásticas na ETFSC/CEFET e como professora colaboradora de Escultura no Centro de Artes da UDESC. Entre 2002 e 2021, foi professora do Curso Superior de Tecnologia em Design de Produto do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), instituição na qual também orientou oficinas de cerâmica por quase duas décadas. Atualmente, desenvolve atividades formativas em oficinas de cerâmica em espaços independentes e em projetos vinculados à arte comunitária e à saúde em Florianópolis.
Sua trajetória artística inclui exposições individuais e coletivas em instituições como o Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), Centro Integrado de Cultura (CIC), Fundação Cultural Badesc e Galeria de Arte da UFSC, além de participações em exposições e eventos no Brasil e no exterior. Sua obra integra acervos institucionais e se desdobra em obras instaladas em espaços públicos. É integrante do Coletivo Geodésica Cultural Itinerante, com o qual desenvolve projetos de arte pública, instalações e ações colaborativas que investigam território, memória e processos coletivos.
Mariah Flores
Florianópolis/SC
Nascida em 1997, desenvolve trabalhos que abordam narrativas sobre sonhos, sombras e contemplações. Por meio de técnicas diversas, cria imagens que remetem a uma natureza profunda — por vezes microscópica — do humano, do animal e do onírico.
Suas principais referências incluem a ilustração e a ficção científica, os movimentos simbolista e surrealista, bem como as raízes e derivações da subcultura gótica.
Marion De Martino
Florianópolis/SC
Artista visual, formada pela Universidade Estadual de Santa Catarina. Vive imersa em uma comunidade urbana de pescadores artesanais, na zona costeira do Sul do Brasil, onde a cultura dos povos do mar inspira sua poética engajada, atravessada pelo universo feminino e pelos sonhos do oceano. Sua essência criativa reside na construção de relações humanas sensíveis às questões socioambientais, promovendo a causa das águas limpas na paisagem cultural que habita.
Com mais de duas décadas dedicadas a projetos de arte-educação pluricultural, Marion possui sólida experiência em arte relacional e ambiental, desenvolvendo pesquisas sobre o patrimônio natural e imaterial. Suas criações entrelaçam arte contemporânea e cultura marítima, delineando uma trajetória que se desenha na confluência da cultura oceânica, onde cerâmica e renda de bilro — a arte do fogo e do algodão. No berçário das baleias-franca-austrais, é cúmplice de avistamentos e migrações, enquanto molda o barro e rendeia a fibra, guiada pelo canto primordial do mar: OM.
Marta Martins
Livramento/RS
Marta Lúcia Pereira Martins é graduada em Educação Artística pela Universidade do Estado de Santa Catarina (1988), mestra em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1995) e doutora em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (2005).
É professora do Curso de Artes Visuais da UDESC, atuando na graduação e no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV), nas áreas de Desenho, Literatura, Arte Contemporânea, Teoria da Imagem e Fotografia. Atua também como artista visual, ensaísta, narradora de ficção e fotógrafa.
Foi premiada em edital da Funarte na categoria Estímulo à Produção Crítica (2012). Publicou Narrativas ficcionais de Tunga (Editora Apicuri, 2013) e Quase coisa nenhuma (Cultura & Barbárie, 2018). Realizou pós-doutorado com pesquisa sobre a poeta e artista visual Ana Hatherly, na Universidade Nova de Lisboa, em 2018.
Em 2022, participou da coletiva DISNEXO, na Sala Lindolf Bell 1 do Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis.
Samantha Neves Hoffmann
Florianópolis/SC
Artista visual, advogada formada em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tradutora e mãe. Viveu por sete anos na Inglaterra e possui mais de vinte anos de experiência em tradução (português/inglês), com ampla atuação na condução de práticas de estudo voltadas à expressão na língua inglesa.
Colaborou em projetos audiovisuais em Santa Catarina, atuando como segunda câmera, legendista, atriz e produtora. Foi co-curadora da exposição individual de Adriana Mdos Santos (Fundação Cultural BADESC, 2023) e da coletiva Desenho de Monstro (2024).
Na última década, aprofundou-se na tradução de obras com publicação bilíngue nas áreas da literatura, música e artes visuais. Entre as traduções publicadas estão: Rubens Oestroem (2015); Dos Arquétipos (obras de Rodrigo de Haro, 2016); Ilha do Carvão, de Dennis Radünz (2016); publicações da Pró-Música de Florianópolis e de Darcy Brasiliano dos Santos (2019); e De-Morar, de Sara Ramos (2023).
Em julho de 2024, participou da coletiva Impossibilidade de Esgotamento, no Jardim Botânico de Florianópolis, com a obra Subjacências de Maio. Em outubro do mesmo ano, integrou a coletiva Disnexo – MAR, na Galeria de Arte do Mercado Público (Fundação Franklin Cascaes).
SERVIÇO:
O QUÊ: Abertura da exposição In Familiar – Coletiva Desenho de Monstro (11ª edição/2026)
ABERTURA: 11 de fevereiro de 2026, quarta-feira, 18h30min às 21h
ONDE: Museu Victor Meirelles – Florianópolis, SC
VISITAÇÃO:
– Terça a sexta: 10 às 18h
– Sábados: 10 às 15h
– Exceto feriados
– Até 14 de março de 2026.
ENTRADA GRATUITA